Bruno Loturco
A partir de quinta-feira (15), passa a vigorar a NBR 15812 - Alvenaria Estrutural - Blocos cerâmicos, que, em sua primeira parte, estabelece requisitos para o projeto de estruturas executadas com esse tipo de bloco. A segunda parte regulamenta a execução e o controle dessas obras. A expectativa a partir da publicação do texto pela ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas) é de que os projetos passem a ser concebidos com base em padronização mais clara e critérios mais rígidos, com base na realidade brasileira. Isso porque os parâmetros adotados até então eram provenientes de textos de normas estrangeiras. "Essa norma traz parâmetros relacionados aos tipos de blocos cerâmicos usualmente fabricados no Brasil", explica Carlos André Fois Lanna, gerente técnico-comercial da Selecta-Uralita e que participou da elaboração do texto.Ele assegura que, além do peso próprio, as estruturas concebidas e executadas com base na nova norma têm plena capacidade de suportar sobrecargas dentro dos limites estabelecidos pelo texto. "A alvenaria estrutural é utilizada como tecnologia segura, durável e econômica para construção de obras industriais, comerciais e habitacionais de múltiplos pavimentos", diz. Lanna conta que essas construções são capazes de suportar o peso das paredes, das lajes e de cargas pontuais inerentes à construção e à utilização das edificações.
Os efeitos da publicação se estendem também à execução de estruturas em alvenaria estrutural. Ela pontua critérios objetivos de controle que, segundo Lanna, permitirão tornar mais confiável a qualidade das construções por meio do estabelecimento de procedimentos padronizados de execução e de verificação de parâmetros preestabelecidos. A produção de blocos, no entanto, não sofrerá alterações, pois já conta, desde 2005, com a ABNT NBR 15270 - Componentes cerâmicos. Essa norma fixa critérios dimensionais e de desempenho mecânico tanto dos blocos estruturais como dos de vedação.